O Instituto Butantan detectou três novas variantes do coronavírus em São Paulo

O avanço do COVID-19 no Brasil

Por Jornalista Alair de Almeida, Editor e Diretor do Jornal Região Sul em 27/04/2021 às 11:09:13
Insstituto Butantan

Insstituto Butantan

  • O Instituto Butantan

    detectou três

    novas variantes

    do coronavírus

    em São Paulo


  • Mutação mais preocupante é a B.1.351, a sul-africana, identificada em Sorocaba e na Baixada Santista

  • Especialista afirmam que presença de variantes mostra que pandemia está longe de estar controlada

O Instituto Butantan detectou três novas variantes do coronavírus em São Paulo. A primeira já havia sido divulgada, a B.1.351, a variante sul-africana, que foi encontrada na Baixada Santista e, anteriormente, em Sorocaba.

A outra variante foi identificada em Itapecerica da Serra, trata-se da B.1.318, já detectada na Suíça e no reino Unido. A terceira é a N9, uma mutação da P1 (a variante amazônica), que foi detectada em Jardinópolis.


Segundo o Butantan, a maior preocupação é com a B.1.351, a variante da África do Sul, já identificada em Sorocaba e na Baixada Santista. Em relação às outras, o instituto acredita que é cedo para dizer se as mutações são mais transmissíveis ou mais agressivas do que as outras variantes brasileiras já conhecidas, a P1 e a P2.

As variantes foram descobertas por meio do sequenciamento genômico, feito pelo Butantan a partir de mostras de pessoas que testaram positivo para a covid-19. Diariamente, o instituto analisa 5 mil amostras.

Segundo Maria Carolina Quartim Barbosa Elias Sabbaga, vice-diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Instituto Butantan, as medidas de isolamento social são importantes para evitar novas mutações. "Esses estudos mostram que tem muita variante em São Paulo. Precisamos de políticas de contenção e respeitar o distanciamento para que a gente não fique espalhando variantes", explica.

O Butantan explica que a presença de novas mutações indica que a pandemia do coronavírus ainda está longe de ser controlada. Especialistas alertam que é essencial continuar usando máscara, lavando as mãos e mantendo o distanciamento social, essas medidas valem mesmo para quem já tomou a vacina contra a covid-19.

Como lidar com as novas variantes do coronavírus?

A forma de lidar com a nova variante não muda, de acordo com o médico infectologista José David Urbaéz, diretor científico da Sociedade Brasileira de Infectologia do Distrito Federal e consultor da Sociedade Brasileira de infectologia.

Qual o grande problema de novas variantes?

Uma nova variante tem uma escala. Desde novembro de 2020, o Brasil tem praticamente todas as condições para ter essa nova variante. Uma vez que a variante consegue se desenvolver, epidemiologicamente se tem um problema muito sério, por quê? Porque se escalona para cima transmissibilidade e aumenta de maneira significativa o problema, que já era enorme.

Vírus mais transmissíveis têm como consequência quadros de infecções mais graves e afetam, inclusive, crianças e jovens. A variante mais recente que circula no Brasil tem o nome N9 e foi identificada por cientistas da Fiocruz na semana passada. As outras duas, chamadas de P.1 e P.2, foram identificadas há mais ou menos cinco meses e se espalharam pelo país.

O que muda com novas variantes?

O que vai mudar com essas novas variantes, segundo infectologistas, é essa demanda gigantesca para o sistema de saúde porque há um número crescente de pessoas que estão desenvolvendo quadros mais graves e que precisam de internação hospitalar e de suporte de UTI.

Apesar de falar muito em variante no Brasil, não se fala de segurança nos locais que a população precisa frequentar, como supermercados, farmácias e elevadores de condomínios.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no dia 12 de março que o Brasil representa "um risco para todo o mundo".


Fonte: Yahoo Press e Ministério da Saúde

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