Ex-prefeito e ex-vereador são condenados por crimes pela prática da 'rachadinha no Saae' em São Lourenço, MG

Por Jornalista Alair de Almeida, Editor e Diretor do Jornal Região Sul em 23/11/2021 às 12:13:12
São Lourenço, tem ex-Prefeito e ex-Vereador condenados

São Lourenço, tem ex-Prefeito e ex-Vereador condenados

Ex-prefeito

e ex-vereador

são condenados

por crimes pela

prática da

'rachadinha

no Saae' em São

Lourenço


A sentença, que ainda cabe recurso, foi proferida pelo juiz Fábio Garcia Macedo Filho, da Vara Criminal da Comarca de São Lourenço. O ex-prefeito de São Lourenço (MG), Natalício Cavalcanti Freitas e o ex-vereador Paulo Gilson Chopinho de Castro Ribeiro, o Chopinho, além de mais cinco pessoas, foram condenados por crimes pela prática de um esquema de "rachadinha" envolvendo cargos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) da cidade.

Notícias – Página: 6 – SAAE São Lourenço

A sentença, que ainda cabe recurso, foi proferida pelo juiz Fábio Garcia Macedo Filho, da Vara Criminal da Comarca de São Lourenço. O ex-prefeito e o ex-vereador foram condenados por tráfico de influência e associação a outros réus para a prática do esquema.

A pena para os dois é de 3 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão, em regime aberto, mas será convertida em multa.

SAAE de São

Lourenço

foi alvo de

operação

do Ministério

Público


O esquema

A suspeita do esquema de rachadinha em São Lourenço chegou em 2019 ao Ministério Público por meio de denúncia. Segundo o promotor responsável pela investigação, Leandro Pannaim, o então vereador e o ex-prefeito teriam usado a influência para nomear conhecidos no serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e, assim, receber parte dos salários deles.

Após as investigações, o Ministério Público fez uma operação para identificar os agentes públicos envolvidos no esquema. E com a ajuda das polícias Civil e Militar, cumpriu três mandados de busca e apreensão, em que foram encontrados quase R$ 12 mil em dinheiro, além de 76 cheques de mais de R$ 161 mil.

Na época, o Ministério Público denunciou os acusados por associação criminosa, corrupção ativa, tráfico de influência, favorecimento real e extorsão. Entre elas, o vereador, que teve a prisão preventiva decretada e fugiu.

O vereador foi preso em novembro de 2019 em Oliveira, no Centro-Oeste do Estado. Em dezembro, ele teve o mandato extinto pela câmara.

Três meses depois, o vereador teve o mandato extinto por faltar sem justificativa a um terço das sessões da câmara durante o ano e deixou a prisão em fevereiro de 2020 após um habeas corpus ser concedido pelo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília (DF) e pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Fonte: G1 Sul de Minas e Judiciário de São Lourenço

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