'Foco agora não é procurar culpados e, sim, respostas', diz delegado sobre queda de paredão em Capitólio

Mortes no Canyon de Capitólio, há culpados?

Por Jornalista Alair de Almeida, Editor e Diretor do Jornal Região Sul em 14/01/2022 às 13:33:51

'Foco agora

não é procurar

culpados e, sim,

respostas',

diz delegado

sobre queda

de paredão em Capitólio


Polícia Civil informou ainda que 17 pessoas já prestaram depoimento no inquérito sobre acidente que provocou dez mortes. Delegado Marcos Pimenta durante coletiva de imprensa

Momento exato do desabamento de parte do Paredão sobre as Lanchas num dos Canyon de Capitólio que deixou dez mortos e 27 feridos, uma lancha destroçada e duas afundadas
A Polícia Civil informou, na manhã desta sexta-feira (14), em Belo Horizonte, que 17 pessoas já prestaram depoimento no inquérito que investiga a queda do paredão em Capitólio, acidente que provocou dez mortes no último sábado (8).

De acordo com o delegado que preside as investigações, Marcos Pimenta, os trabalhos de apuração vão se pautar na ciência e, por isso, polícia tem buscado apoio de especialistas.

"O foco agora não é procurar culpados e, sim, respostas para que se evite, se for possível, que outras placas caiam", disse. Ele afirmou que será investigado se houve alguma ação que provocou a aceleração da ruptura da rocha e, caso isso tenha ocorrido, ao fim do inquérito haverá indiciamento. Mas, para Pimenta, é cedo para apontar eventuais responsabilidades.

Deslizamento de pedra atinge embarcações nos cânions em Capitólio

Várias pessoas são lançadas a mais de 10 metros de altura na queda do paredão em Capitólio: 10 mortes e 27 feridos, PC investiga se há culpados.

De acordo com o delegado, a expectativa é que o laudo pericial seja concluído dentro de 30 a 40 dias, mas não há previsão para conclusão do inquérito. Segundo ele, não foi realizada análise sismológica do local, mas, se os peritos que estão em Capitólio indicarem necessidade, o estudo será feito.

Para a realização de análises das causas do acidente, segundo o delegado, a polícia entrou em contato com a Sociedade Brasileira de Geologia e também com professores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), além de outros especialistas.

Entre as pessoas ouvidas pela polícia, estão vitimas, donos de lancha e prefeitos da região. Nesta sexta, três pessoas de uma família que estavam em uma das embarcações atingidas prestaram depoimento na capital. Também foram realizadas oitivas em Alpinópolis, Pihum-í e Rio de Janeiro.

De acordo com o delegado, há previsão de que duas das lanchas que afundaram sejam retiradas do Lago de Furnas.

Fonte: G1 Sul de Minas e Polícia Civil

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