Pesquisa da Unifal-MG aponta que hipertensos foram maioria entre os internados por Covid-19

Por Jornalista Alair de Almeida, Diretor e Editor do Jornal Região Sul em 16/04/2022 às 12:56:24
Estudo agora se aprofunda em saber como é a vida pós-covid dessas pessoas. Uma pesquisa da Universidade Federal de Alfenas (MG) apontou que quase metade dos pacientes que foram internados pela doen√ßa na cidade eram hipertensos. O estudo agora se aprofunda em saber como é a vida pós-covid dessas pessoas.

O estudo contou com a ajuda de professores e estudantes do curso de enfermagem. O levantamento mostrou que 48,3% das pessoas com press√£o alta foram internadas.

Participaram da pesquisa 217 moradores de Alfenas que tiveram covid. 56,7% deles disseram ter press√£o alta. As mulheres com idade entre 60 e 69 anos representaram 40% dos casos de interna√ß√£o. A maioria dos pacientes hipertensos procurou tratamento para complica√ß√Ķes da covid.

Pesquisa da Unifal-MG aponta que hipertensos foram maioria entre os internados por Covid-19

"Nesta conviv√™ncia com essas pessoas pós-covid nós percebemos o qu√£o tem sido dif√≠cil para elas em decorr√™ncia de v√°rias complica√ß√Ķes e também em decorr√™ncia das dificuldades na ades√£o ao tratamento no pós-covid. Ent√£o observamos que essas pessoas tiveram altera√ß√Ķes nos seus n√≠veis pressóricos, observamos que essas pessoas t√™m apresentado muitas dores musculares e isso tem levado à fadiga e dificuldades nas atividades de vida di√°ria", disse a professora de enfermagem da Unifal-MG, Silvana Maria Coelho Leite Fava.

O estudo, que est√° na √ļltima fase, ainda pretende identificar por meio de contato telefônico com pacientes o que ainda h√° de queixas causadas pela doen√ßa. Até agora as principais complica√ß√Ķes identificadas foram referentes ao sangue, sistemas nervoso e circulatório.

"A gente observava que os pacientes que eram mal controlados, que n√£o tinham um controle t√£o adequado dos n√≠veis pressóricos, que eram hipertensos de longa data, eles tinham uma facilidade e uma maior chance de complica√ß√£o, aumentavam a mortalidade desses pacientes, ent√£o esses pacientes necessitavam de interna√ß√Ķes na UTI com mais frequ√™ncia e eles evolu√≠am à morte também com mais frequ√™ncia. Ent√£o a mortalidade nessa classe dos pacientes hipertensos, que a gente considera dos pacientes com comorbidade, foi muito mais acentuada no nosso servi√ßo, a gente notou bem isso", disse o cardiologista Olavo Guimar√£es J√ļnior.

Fonte: Da Redação, G1 Sul de Minas e Unifal-MG

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