Máquina indiana que tritura pés de banana é apresentado em feira de Delfinópolis, MG

Por Jornalista Alair de Almeida, Diretor e Editor do Jornal Região Sul em 26/05/2022 às 21:38:16
Equipamento que diminuiu de quatro para apenas um processo de manejo da plantação é exposto pela primeira vez no Brasil. Feira traz novidades para mercado e produção de bananas, em Delfinópolis

A 4ª edição da Feira da Banana ocorre até domingo (29) em Delfinópolis (MG). O evento não foi realizado nos últimos dois anos por conta da pandemia e agora volta a ser acontecer na cidade. E o retorno trouxe novidades ao mercado da bananicultura como, por exemplo, uma máquina trituradora de pés de banana.

O equipamento é exposto pela primeira vez no Brasil e tem como objetivo diminuir - de quatro para um - o processo de manejo da plantação.

"A função original dela é fazer a renovação do pé de banana, do bananal. Ela faz a queda e faz a trituração, ajudando o produtor na hora do remanejo daquela terra. Hoje esse manejo é feito em quatro processos. Com essa máquina, isso é feito em um processo só", explicou o gerente comercial Luiz Henrique da Silva Santos.

A feira é organizada pela Associação dos Produtores de Banana (Adelba) e, além de exposições de máquinas, promove também palestras, dia de campo, mesas redondas, insumos, equipamentos e shows. A expectativa dos organizadores é que 5 mil pessoas visitem o evento.

"Hoje, a questão de sacamento, a questão de pulverização, maquinário, equipamentos. É muito importante para nós essa retomada das feiras", destacou o presidente da Adelba, Hugo Marineli Correa.

Máquina indiana que tritura pés de banana é apresentado em feira de Delfinópolis, MG

Reprodução/EPTV

Delfinópolis tem hoje 3,7 mil hectares de produção de bananas. A maior área do sul e sudoeste mineiro. São 156 produtores que empregam 1,7 mil pessoas. A produção estimada para esse ano é de 85 mil toneladas.

A produção de bananas em Delfinópolis passou por períodos difíceis no ano passado. Em 20 de julho de 2021, uma forte geada atingiu 75% dos produtores da cidade, segundo a Emater. Foram 700 hectares afetados com as baixas temperaturas, um prejuízo total estimado em 7 mil toneladas.

Quase dois meses depois, um incêndio também atingiu diversas plantações que tentavam se recuperar da geada. Muitas bananeiras foram derrubadas, sistema de irrigação perdido. Uma propriedade conseguiu recuperar 40 mil covas de bananais que haviam sido atingidos pelo fogo.

"Costumo dizer que a banana é a sem vergonha. Ela pode melhorar muito rápido, como pode piorar muito rápido. Mas melhorou muito rápido, estamos surpresos. Graças à Deus e à tecnologia que nós implantamos. Hoje estamos colhendo bons resultados na lavoura", comentou o bananicultor Evandro Leite Lemos.

Fonte: G1 Sul de Minas e Prefeitura Municipal

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