Delegado fala do acidente que matou duas pessoas na chalana que virou em Capitólio

Por Jornalista Alair de Almeida, Diretor e Editor do Jornal Região Sul em 20/06/2022 às 21:47:53

Delegado


detalha


investigação do


acidente


que matou duas


pessoas


após chalana tombar na


água em Capitólio


Acidente ocorreu na noite de sábado (18); caso também será investigado pela Marinha.

Um idoso de 62 anos e uma jovem de 22 anos se afogaram e morreram. Foto de arquivo do Lago de Furnas, em Capitólio

Corpo de Bombeiros/Divulgação

Na segunda-feira (20), o delegado Marcos Pimenta deu detalhes das investigações que serão realizadas sobre o acidente marítimo que matou duas pessoas neste sábado (18) no lago de Furnas em Capitólio.

As vítimas Lauro Xavier Berbel Júnior, de 62 anos, natural de Penápolis (SP); e Izamara Pereira Messias, de 22 anos, natural de Machado (MG), morreram afogadas. Veja o vídeo gravado pelo delegado sobre as investigações no decorrer da reportagem.

O Acidente

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Capitólio e pela Associação Pública dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (Ameg), uma lancha com 14 passageiros a bordo apresentou problemas mecânicos e solicitou apoio de outra embarcação nas proximidades para resgatar os passageiros.

Uma chalana, ocupada por outros 10 passageiros, foi ao encontro da lancha à deriva. No momento do transbordo dos passageiros, a chalana não suportou o peso e virou. Lauro e Izamara acabaram indo parar debaixo da embarcação e se afogaram.

Ainda conforme as informações da Prefeitura e da Ameg, marinheiros tentaram reanimar as duas vítimas até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que confirmou os óbitos. As demais vítimas sofreram apenas escoriações leves.


Como estão sendo as

investigações?


Delegado fala das

investigações


sobre o acidente que

matou duas


pessoas em Capitólio

"O trabalho inicial da polícia judiciária se concentrou na perícia técnica, bem como na confecção nos autos de necropsia no IML, e os corpos liberados aos familiares.

Na manhã do dia (20), equipes da polícia realizou diligências, visando identificar testemunhas e também ocupantes da lancha, verificar as condições que as embarcações se encontravam, se os pilotos eram aptos para estarem ali no momento. Enfim, com cautela será um trabalho de levantamentos dados e posteriormente, com os dados em mãos, a Polícia Civil irá intimar e ouvir essas pessoas", disse.

Somente no final de tudo, com a perícia, necropsia, oitivas e eventuais diligências, juntadas ao processo, é que a polícia será capaz, com subsídio científico, de dar uma opinião final, se vai indiciar ou não, algum responsável.


"O momento agora é de cutela e de trabalho", enfatizou o delegado.


Saiba quem é Izamara

Pereira, jovem que

morreu após

embarcação tombar no

Lago de Furnas

Izamara Pereira, jovem que morreu após embarcação tombar no Lago de Furnas, é enterrada em Machado, MG | Sul de Minas | G1

Marinha do Brasil

No domingo (19), a Marinha do Brasil (MB) divulgou nota afirmando que assim que houve o acidente, a Delegacia Fluvial de Furnas enviou uma Equipe de Busca e Salvamento (SAR) ao local, a fim de prestar o apoio necessário.

Izamara Pereira, jovem que morreu após embarcação tombar no Lago de Furnas, é enterrada em Machado, MG - Jornal Região Sul

"Ao chegar, a equipe SAR verificou que os passageiros já haviam sido socorridos e que duas pessoas vieram a óbito. A embarcação que naufragou estava prestando auxílio a uma outra que se encontrava à deriva no lago de Furnas, com problemas de máquinas. O emborcamento ocorreu no momento de embarque dos passageiros".

Além disso, a Marinha informou que serão emitidas notificações aos proprietários e condutores para que prestem esclarecimentos sobre o ocorrido e providenciem a reflutuação da embarcação.

Ainda de acordo com a MB, um inquérito administrativo será instaurado para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades da ocorrência, bem como colher ensinamentos para reduzir a probabilidade de situações parecidas no futuro.

"Concluído o inquérito e cumpridas as formalidades legais, o mesmo será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação, o qual dará vista à Procuradoria Especial da Marinha para que adote as medidas previstas no Art. 42 da Lei n°2.180/54. A MB lamenta o ocorrido e se solidariza com os familiares e amigos das vítimas", diz a nota.

Ao g1, a PCMG informou que os corpos foram encaminhados ao Posto Médico-Legal em Passos, no Sul de Minas.

Delegado Marcos Pimenta fala sobre acidente com 2 mortes no Lago de Furnas, em Capitólio

Foco agora não é procurar culpados e, sim, respostas', diz delegado sobre queda de paredão em Capitólio | Minas Gerais | G1


Prefeito de Capitólio e Ameg

lamentam o acidente

O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva (Progressista), lamentou o acidente e prestou solidariedade as vítimas.

"Nosso respeito às famílias enlutadas neste acidente. Temos trabalhado constantemente para aumentar a segurança na região. Todas as embarcações são obrigadas a fornecer coletes salva-vidas em número suficiente para todos os passageiros e tripulação", disse o prefeito, esclarecendo que, no momento do acidente, vários passageiros usavam o colete.


O presidente da Ameg e

prefeito de Carmo do

Rio Claro, Filipe Carielo,

também lamentou o

ocorrido.

"Em nome de todos os municípios que compõem a Ameg, nos solidarizamos com familiares e amigos das vítimas fatais bem como àqueles que escaparam ilesos deste lamentável acidente e reafirmamos o compromisso de todos os gestores municipais da região bem como da Marinha do Brasil, sediada em Furnas, de garantir a navegabilidade segura para todos no nosso Mar de Minas", disse.


Relembre o

desabamento de rocha

em Capitólio

Em 8 janeiro deste ano, um desabamento de uma rocha no Lago de Furnas, em Capitólio, deixou dez pessoas mortas. Todas as vítimas estavam em uma única embarcação.


CBN - A rádio que toca notícia - Após tragédia em Capitólio, três corpos já estão liberados para retirada no IML, informa Polícia Civil
Após quase dois meses de apuração do caso, a Polícia Civil não identificou responsáveis ou culpados pelo desabamento e pediu o arquivamento do inquérito.

O órgão afirmou não foi verificada nenhuma ação humana específica que tenha provocado a queda do paredão, levando à conclusão que a ocorrência foi um "evento natural".

Fonte: G1 Sul de Minas e Polícias Civil e Militar

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