Rio registra caso de febre oropouche em morador que viajou ao Amazonas

Um homem de 42 anos, morador da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, teve diagnóstico confirmado para febre oropouche.

Por Jornalista Alair de Almeida, Diretor e Editor do Jornal Região Sul em 01/03/2024 às 06:40:45

Um homem de 42 anos, morador da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, teve diagnóstico confirmado para febre oropouche. Segundo a Secretaria de Estado de Sa√ļde (SES-RJ), é a primeira ocorr√™ncia da doença registrada em território fluminense.

No entanto, a pasta considera se tratar de um caso importado, j√° que o paciente tem histórico de viagem para o Amazonas.

O diagnóstico foi confirmado por meio de exame laboratorial. A an√°lise foi realizada pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (29). Segundo a SES-RJ, o paciente não precisou ser internado e apresenta boa evolução do quadro cl√≠nico.

A febre oropouche é uma doença causada por um arbov√≠rus. Não existe tratamento espec√≠fico, mas o paciente deve permanecer em repouso e ter acompanhamento médico.

Podem ser prescritos analgésicos e antitérmicos comuns para aliviar os sintomas, que são muito parecidos com os da dengue.

Eles duram geralmente entre dois e sete dias e incluem febre, dor de cabeça, dor nas costas e nas articulações, podendo ainda ocorrer tontura, dor atr√°s dos olhos, erupções cutâneas, n√°useas e vômitos.

Em alguns casos, h√° também ocorr√™ncia de encefalite.

A transmissão, no entanto, não ocorre pela picada do Aedes aegypti e sim de outros mosquitos, sobretudo pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim.

Eles se proliferam principalmente durante per√≠odos de calor em ambientes √ļmidos, como em √°reas próximas a mangues, lagos, brejos e rios.

Mas não são restritos a √°reas rurais, estando presente em espaços urbanos com disponibilidade de √°gua e matéria orgânica, sobretudo próximo a hortas, jardins e √°rvores.

Além disso, o Culex quinquefasciatus, uma das espécies popularmente chamada de pernilongo, também pode atuar como vetor.

No Brasil, surtos da doença t√™m sido registrados na região amazônica desde a década de 1970. No estado do Amazonas, onde a doença tem sido mais prevalente nos √ļltimos anos, o aumento da transmissão nos dois primeiros meses de 2024 gerou um alerta epidemiológico.

J√° são 1.674 casos com confirmação laboratorial, conforme o √ļltimo boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado de Sa√ļde do Amazonas (SES-AM) nesta quinta-feira (29).

J√° é mais do que o total registrado no ano passado, quando a pasta contabilizou 995 ocorr√™ncias. De acordo com a SES-AM, a testagem tem sido realizada em pacientes sintom√°ticos que tenham tido resultado negativo para dengue.

Surtos também estão sendo registrados no Acre e em Rondônia. Na semana passada, o Ministério da Sa√ļde e a Fiocruz realizaram, em Manaus, a 1¬ļ Oficina para Discussão das Ações de Vigilância,

Assistência e Pesquisa em Febre do Oropouche.

O evento reuniu pesquisadores e gestores de sa√ļde dos estados mais afetados com o objetivo de propor uma estratégia de investigação da doença e de estabelecer critérios e métodos que possam ser usados para fins de diagnóstico e de acompanhamento cl√≠nico.

Como o caso do morador do Rio é considerado importado, a SES-RJ descarta até o momento que o v√≠rus esteja circulando no estado.

A Fiocruz, no entanto, alerta para a possibilidade de expansão da febre oropouche pelo pa√≠s.

Fonte: Ag√™ncia Brasil e Da Redação

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