Oxford e CoronaVac: veja raio X das duas vacinas analisadas pela Anvisa

A discuss√£o sobre os diferentes tipos de Vacinas contra a COVID-19

Por Da redação em 16/01/2021 às 18:05:44
Instituto Butantan- São Paulo - Brasil

Instituto Butantan- São Paulo - Brasil

Produ√ß√£o de CoronaVac no Butantan — Foto: Jornal Nacional

Produ√ß√£o de CoronaVac no Butantan — Foto: Jornal Nacional

A Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) analisa dois pedidos de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 no Brasil: a CoronaVac, produzida pelo laboratório chin√™s Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a vacina de Oxford, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade de Oxford em parceria com a Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em 10 tópicos, o raio X das duas vacinas:

  1. Tipos de vacina
  2. Efic√°cia
  3. Segurança
  4. Doses aplicadas
  5. Efeitos colaterais
  6. Disponibilidade de doses
  7. Produção no Brasil
  8. Armazenamento
  9. Status das vacinas no mundo
  10. Status na Organiza√ß√£o Mundial da Saúde

1. Tipos de vacina

H√° quatro tipos de vacinas que s√£o estudadas atualmente para o novo coronavírus: a genética, a viral, a de proteína e a de vírus inativado. Cada uma delas tem uma forma diferente de induzir o sistema imunológico a se proteger da infec√ß√£o pelo Sars-Cov-2. A CoronaVac usa o vírus inativado e a vacina de Oxford usa o vetor viral.

Vacina CoronaVac

Vacinas inativadas s√£o compostas pelo vírus morto ou por partes dele. Esses vírus n√£o conseguem nos deixar doentes, mas isso é suficiente para gerar uma resposta imune e criar no nosso organismo uma memória de como nos defender contra uma amea√ßa. A tecnologia é bastante tradicional e foi desenvolvida h√° cerca de 70 anos.

Infogr√°fico mostra como funciona uma vacina de vírus inativado — Foto: Arte G1

Infogr√°fico mostra como funciona uma vacina de vírus inativado — Foto: Arte G1

"S√£o utilizadas técnicas de laboratório que inativam o agente infeccioso, de modo que sua replica√ß√£o se torne invi√°vel. Mesmo assim, isso produz a rea√ß√£o imunológica desejada", explica a microbiologista Natalia Pasternak, presidente do Instituto Quest√£o de Ci√™ncia.

Vacina de Oxford

O nome da vacina é ChAdOx1. Ela utiliza uma tecnologia conhecida como vetor viral recombinante. Ela é produzida a partir de uma vers√£o enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés – e que n√£o causa doen√ßa em humanos. A esse imunizante foi adicionado o material genético usado na produ√ß√£o da proteína "spike" do Sars-CoV-2 (a que ele usa para invadir células), induzindo os anticorpos.

Infogr√°fico mostra como funciona uma vacina de vetor viral — Foto: Arte G1

Infogr√°fico mostra como funciona uma vacina de vetor viral — Foto: Arte G1

2. Efic√°cia

Em dezembro, os dados da terceira fase da vacina de Oxford foram publicados na revista científica "The Lancet". Segundo o estudo, a vacina mostrou efic√°cia média de 70,4%, com até 90% de efic√°cia no grupo que tomou a dose menor.

No dia 12 de janeiro, o Instituto Butantan divulgou a efic√°cia da vacina CoronaVac: 50,38%. A taxa variou em outros países. Dados da Indonésia mostraram uma efic√°cia de 65,3% para a vacina.

Efic√°cia da CoronaVac — Foto: Arte G1

Efic√°cia da CoronaVac — Foto: Arte G1

3. Segurança

As duas s√£o seguras e t√™m capacidade de gerar uma resposta do sistema de defesa. Os estudos foram publicados na revista científica "The Lancet. Veja as publica√ß√Ķes: vacina de Oxford e vacina CoronaVac.

4. Doses aplicadas

As duas vacinas usam duas doses.

Entretanto, em dezembro, especialistas brit√Ęnicos disseram que a vacina de Oxford tem efic√°cia de 70% com 21 dias após a primeira dose. Isso significa que 7 a cada 10 pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina de Oxford ficam protegidas 21 dias depois. Quando a segunda dose é aplicada 12 semanas após a primeira, esse número pode chegar a 100%, diz a AstraZeneca.

N√£o h√° estudos sobre o uso de apenas uma dose da vacina CoronaVac. De acordo com o Instituto Butantan, entre a primeira e a segunda dose, deve haver um intervalo entre 14 e 28 dias.

Profissionais de saúde s√£o vacinados com a CoronaVac, vacina contra a Covid-19 da farmac√™utica chinesa Sinovac Biotech, em Istambul. A Turquia iniciou a vacina√ß√£o em 14 de janeiro de 2021. — Foto: Emrah Gurel/AP

Profissionais de saúde s√£o vacinados com a CoronaVac, vacina contra a Covid-19 da farmac√™utica chinesa Sinovac Biotech, em Istambul. A Turquia iniciou a vacina√ß√£o em 14 de janeiro de 2021. — Foto: Emrah Gurel/AP

5. Efeitos colaterais

Não foram registrados efeitos adversos graves em nenhuma das duas vacinas. Os efeitos mais comuns foram dor no local da injeção, febre e dor de cabeça de intensidade leve ou moderada.

6. Disponibilidade de doses

Em um primeiro momento, a vacina de Oxford ter√° 2 milh√Ķes de doses, produzidas na Índia pelo Instituto Serum. J√° a CoronaVac ter√° 6 milh√Ķes de doses, que foram produzidas pelo laboratório chin√™s Sinovac.

7. Produção no Brasil

O plano divulgado pelo ministro Eduardo Pazuello prev√™ 100,4 milh√Ķes de doses produzidas pela própria Fiocruz até julho. Mais 110 milh√Ķes produzidas também no Brasil de agosto a dezembro. Sobre a CoronaVac, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 100 milh√Ķes de doses; 46 milh√Ķes dever√£o ser enviadas em quatro entregas até 30 de abril e mais 54 milh√Ķes até o fim do ano.

8. Armazenamento

Os dois imunizantes s√£o os considerados "ideais" pelo Ministério da Saúde, j√° que podem ser armazenados entre 2 e 8¬ļC. Ou seja, podem ser guardados em geladeira comum.

Foto sem data divulgada em 23 de novembro mostra frasco da vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19. — Foto: John Cairns / University of Oxford / AFP

Foto sem data divulgada em 23 de novembro mostra frasco da vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19. — Foto: John Cairns / University of Oxford / AFP

9. Status das vacinas no mundo

O Reino Unido j√° come√ßou a imuniza√ß√£o com a vacina de Oxford. Índia, Argentina e México liberaram o uso emergencial, mas ainda n√£o come√ßaram a vacina√ß√£o.

A CoronaVac est√° sendo aplicada em car√°ter emergencial na China, Indonésia e Turquia.

10. Status na Organiza√ß√£o Mundial da Saúde

As vacinas ainda não foram aprovadas pela OMS, mas a entidade diz que já começou a análise de dados.

Fonte: BEM ESTAR e ANVISA

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